terça-feira, 5 de julho de 2011

o peso do violino

por Harry Wake


Quando pego um violino, a primeira coisa que me chama atenção é o peso. Por melhor que seja a aparência externa ou perfeita a mão-de-obra, se o instrumentos for pesado isso me diz que alguma coisa não está como deveria ser. Segurando-se por exemplo qualquer instrumento de mestre, antigo ou moderno, tem-se imediatamente a impressão natural a respeito do seu peso: ele nunca parece pesado, ou leve demais. Já com um instrumento comum de fábrica ou feito por um amador com pouca informação, toma-se logo consciência de seu peso. Provavelmente esta impressão se formou em mim ao longo de anos de experiência.
Toda peça de madeira que entra na construção de um violino pode ser ajustada para o mínimo de peso, mas que ainda tenha a resistência necessária para sua função estrutural; as faixas, contra-faixas e blocos, o braço e a voluta, e é claro o tampo e o fundo.

Vamos agora relacionar essas partes e verificar qual poderia ser seu peso mínimo, não esquecendo que uma fração de grama aqui ou ali ou uma fração de milímetro aqui e ali na espessura podem fazer a diferença entre um violino "morto", pesado e um instrumento de qualidade. começando com as faixas: tenho visto violinos com faixas de mais de 2 mm de espessura (como estas faixas foram dobradas que nunca saberei). As faixas não devem exceder 1 mm em espessura; alem de ser a espessura correta, é muito mais fácil para se curvar. As contra-faixas não devem exceder 2.4 mm de espessura quando prontas para colagem e devem ser de preferência de Salgueiro que é menos denso que o abeto e mais flexível. As contra-faixas devem depois ser aparadas de modo que sua espessura vá a zero junto as faixas e então cuidadosamente acabadas, tendo sempre em  mente o principio de manter sempre tudo num mínimo consistente com a função a que se destina: neste caso, a rigidez das faixas e uma área de colagem adequada para tampo e fundo. Esta área não precisa ser muito grande, visto que os blocos garantem em grande parte a coesão do instrumento.
Os blocos dos cantos também podem ser de salgueiro, embora abeto seja mais utilizado; seu peso deve ser reduzido ao máximo retirando o excesso de madeira de modo a formar uma curva que acompanha a curva das faixas em forma contínua, ou seja, a face interna dos blocos dos cantos deve ser ligeiramente côncava. Os blocos superior e inferior devem ser de aproximadamente 5 cm por 16 mm no ponto mais largo do perfil (meia-lua). A estrutura de faixas, contra-faixas e blocos, acabada, não deve pesar mais de 50 gramas.
O tampo vem a seguir e os pesos dados aqui valem para um violino de curvatura média e comprimento típico (355 mm), sendo a espessura final um pouco abaixo de 3 mm em toda sua extensão, com bordas de 4 mm. O peso sem os ff e sem barra harmônica deveria ser de 65 gramas; com os ff cortados
e a barra ajustada, ele pesaria aproximadamente 68 gramas. Agora uma rápida consideração sobre o peso de 65 gramas do tampo sem os ff e sem barra harmônica: existe uma grande variedade de abetos, alguns bastante densos e com pouca polpa, outros mais leves e com veios muito finos. É óbvio que quanto mais densa a madeira menor deve ser sua espessura, e vice-versa; portanto mantendo o peso de 65 gramas fica muito mais fácil se chegar a espessura correta em relação a densidade da madeira. voltando aos nossos pesos, um fundo com espessuras normais deveria pesar em torno de 110 gramas.

Agora permitindo a tolerância de 10% para mais e para menos em cada uma dessas partes, nós podemos montar as faixas, tampo e fundo e coloca-los na balança. O peso deveria ser de 218 gramas, com tolerância de 10 gramas para mais e para menos.
o braço e a voluta acabados devem pesar em torno de 65 gramas. a espessura ao longo do braço deve ser mantida em 12 mm ou pouco menos. As paredes do cravelhal devem medir de 5 a 5,5 mm de espessura. O espelho tal como é fornecido é muito grosso e pesado, além de ligeiramente mais comprido que o necessário, devendo portanto ser afinado e a concavidade interior ampliada. o peso do espelho corretamente ajustado deveria ser de 65 gramas, o espelho mais acessórios, incluindo queixeira, cravelhas, botão, estandarte, rabicho, cavalete e pestanas devem pesar cerca de 200 gramas, o que juntamente com violino perfazem o total de aproximadamente 475 gramas, que seria o peso total de um violino pronto para tocar.


domingo, 19 de junho de 2011

'Il Cannone" O VIOLINO DE NICCOLÓ PAGANINI

O Canone é uma obra de arte incrivel, feito por Giussepe Guarneri "detto del Gesú" no ano de 1743, é a paçe mais conhecida que saiu de seu atelier em Cremona, Guarneri era um notável liutaio vindo de uma familia de tradição na luteria italiano, seus avós e tios já eram liutaios anteriormente a ele, mas ele foi o artesão de mais renome em sua familia. grandes violinistas possuiram violinos Del Gesú, entre eles estao Jascha Heifetz, Gidom kremer, Issac Stern, entre outros.
Mas a nossa atenção é para este fabuloso instrumento que pertenceu á Niccolo Paganini, a maior lenda do violino de toda historia, este violino é trabalho da fase final de Del Gesú, nele existem claras evidencias de mãos tremulas por conta da idade, e de muita experiencia em construir violinos.
provavelmente Paganini ganhou o Cannone por volta de 1802, quando estava em tourné em Livorno,

















quinta-feira, 16 de junho de 2011

violino de Paganini

1http://www.youtube.com/watch?v=MOSH4mBxFqs&NR=1

uma bela interpretação com o violino que pertenceu ao grande Paganini
Shlomo Mintz toca no violino contruido por Giussepe Guarneri Detto Del Gesú de 1743, denominado "il Cannone"(o canhão), que pertenceu a Nicollo Paganini,
Um video muio interessante para se conhecer melhor este fantastico instrumento.

Violino em Homenagem a Flausino Vale

Violino Feito em homenagem ao compositor Flausino Vale, feito em 2011.
baseado nos projetos de Antonio Stradivari, filete ornamentado.

Flausino Vale era jornalista, escritor e poeta. Escreveu e colaborou em vários jornais do país como cronista musical. Interessou-se por tudo que fosse brasileiro e publicou debates sobre a autóctone dos índios. Escreveu um tratado sobre folclore musical e um ensaio sobre músicos mineiros.
Publicou um livro de poesias - Calidoscópio, e escreveu outro que permanece inédito, com o prefácio de Augusto de Lima. Foi também poeta, autor de "Calidoscópio", seu único livro de poesias publicado. Além destes, escreveu "Ânfora de Rimas", "Lérias e Pilhérias" (contos anedóticos), "Provérbios" e "Elementos de Folclore Musical Mineiro".
Flausino Vale interessava-se por tudo; lia ininterruptamente, anotando e comentando à margem. Estudava história, e técnicas musicais de harmonia e contraponto, ciências, literatura brasileira e estrangeira, filosofia, religião, história natural, etnografia e arqueologia.

Flausino Vale foi um violinista sui-generis, o "Paganini brasileiro", segundo Heitor Villa-Lobos. Em 1930, Villa-Lobos estava de volta da Europa e encontrou no Brasil uma crítica hostil à sua produção musical e ao que ele considerava correto sobre educação musical para o país. Os dois músicos se encontraram nessa ocasião e devem ter se deliciado mutuamente com as idéias originas que tinham sobre a música brasileira. Muitas das concepções de Villa-Lobos para sua obra instrumental tiveram origem em encontros dessa natureza, com compositores e instrumentistas que "andavam inventando coisas" pelo sertão a fora.Flausino era o que se pode chamar "um espírito universal": advogado atuante, jornalista, professor de História da Música, poeta e escritor. Colaborava com vários jornais do país como cronista musical, publicou poesia, obras teóricas sobre música e debates sobre questões brasileiras, a fauna e os índios, de quem ele era veemente defensor.Mas ele foi acima de tudo um compositor com idéias próprias. Autodidata e desbravador, aparentemente isolado do mundo numa Belo Horizonte dos anos 20, ele conhecia perfeitamente o repertório musical de todas as épocas. Dominava com facilidade as composições para violino de Bach, Beethoven, Paganini e dos compositores da escola franco-belga.Como um Guimarães Rosa da música instrumental, criou seu próprio vocabulário musical. Compôs, sem "fazer média" com o público, um discurso melódico e rítmico típico do sertão brasileiro. Ao contrário do que acontece hoje entre os adeptos da globalização cultural, a ligação de Flausino com a cultura européia veio fortalecer as potencialidades da música instrumental brasileira e não submetê-los a estereótipos de conservatórios.Compôs 26 prelúdios para violino cujos títulos revelam a autenticidade de sua inspiração: Batuque, Casamento na Roça, A Mocinha e o Papudo, A Porteira da Fazenda, Pai João, Viva São João, A Casinha Pequenina, Serenata Onírica, O Canto do Sabiá, e outros. Produziu música para canto, corais orfeônicos, partituras onomatopéicas, peças para pequenos conjuntos musicais e orquestras de cinema mudo.A importância da música de Flausino revela-se nas execuções públicas e gravações que fizeram de seus prelúdios concertistas internacionais. Jascha Heifetz editou o prelúdio "Ao Pé da Fogueira" nos Estados Unidos, executou e gravou esse prelúdio na década de 40.


medidas
comp. do corpo 362 mm
largura superior 168 mm
largura do meio 108 mm
largura inferior 208 mm
corda vibrante 327 mm





quinta-feira, 19 de maio de 2011

Samuel Howe

"Quando se ouve boa música fica-se com saudade de algo que nunca se teve e nunca se terá."



Samuel Howe

terça-feira, 17 de maio de 2011

Stradivaruis 1721 "Lady Blunt" será leiloado novamente, matéria da BBC Brasil

Raro violino Stradivarius será leiloado para ajudar vítimas de tsunami no Japão


O instrumento foi comprado por mais de US$ 10 milhões em 2008
Um raro violino Stradivarius em condições excepcionais de conservação, o Lady Blunt, será leiloado para angariar fundos para vítimas do tsunami no Japão.
Feito em 1721, o instrumento está sendo vendido pela Nippon Music Foundation.
A organização pagou mais de US$ 10 milhões (R$ 15,8 milhões) quando adquiriu o violino, em 2008.
O dinheiro proveniente da venda será doado a um fundo de auxílio para vítimas do terremoto seguido de tsunami que devastou o nordeste do país.
No século passado, o Lady Blunt bateu recordes de preço todas as vezes em que foi vendido.
O site de leilões de instrumentos Tarisio anunciou que vai vender o violino online no dia 20 de junho.
Falando à BBC Brasil, Ethan Ladd, gerente do site, disse esperar que a peça alcance pelo menos um valor semelhante ao que foi pago por ela em 2008.
Linhagem
Segundo Christopher Reuning, da loja de instrumentos Reuning & Son Violins, em Boston, nos Estados Unidos, raramente um Stradivarius desta qualidade, em condições tão perfeitas e com uma história tão significativa é colocado à venda.
O especialista acredita que o Lady Blunt seja talvez o mais bem-preservado Stradivarius colocado à venda no último século.
Os leiloeiros Tarisio descreveram a decisão da Nippon Music Foundation, de vender o "melhor violino de sua coleção" como um gesto de "profunda generosidade".
Segundo os últimos números divulgados pela polícia japonesa, 14.704 pessoas teriam morreram e outras 10.969 continuam desaparecidas após o terremoto e tsunami ocorridos em março.
O violino recebeu o nome de um de seus proprietários, Lady Anne Blunt, neta do poeta inglês Lord Byron.
O instrumento já passou pelas mãos de muitos colecionadores e especialistas, entre eles, Jean Baptiste Vuillaume, fabricante de instrumentos, empresário e inventor que viveu no século 18, e o barão Johann Knoop, colecionador de instrumentos nascido em Moscou no século 19.
A Nippon Music Foundation possui alguns dos mais valiosos Stradivarius e Guarneri (outra ilustre marca de instrumentos musicais fabricados no século 17) do mundo.
O presidente da fundação, Kazuko Shiomi, disse: "Todos os instrumentos da nossa coleção são muito preciosos para nós".
"Entretanto, o grau de devastação no Japão é muito sério e nós sentimos que todas as pessoas e organizações devem fazer algum sacrifício pelos que foram afetados por essa tragédia".
    fonte: BBC Brasil

sábado, 16 de abril de 2011

Stern

Não existe interpretação definitiva diante das infinitas possibilidades da beleza.

Isaac Stern.